DIA 4 / 7– O ESCÂNDALO DA GRAÇA

Jesus e os Escolhidos
Publicado em 01/02/2026

Quando a religião se incomoda com a misericórdia

Texto base: Mateus 9:11–13


Ilustração Pastoral

Do lado de fora da casa, ninguém senta. Ninguém celebra. Ninguém se alegra.

Eles apenas observam.

Enquanto a mesa está cheia de gente improvável, os fariseus permanecem à margem, braços cruzados, corações fechados e olhos cheios de julgamento.

A casa está cheia de pecadores. E Jesus está no meio deles.


Reflexão

O texto diz que os fariseus viram. Eles não ouviram uma heresia. Não presenciaram um pecado explícito.

Eles viram Jesus comendo. Sentado. Compartilhando a mesa.

E isso foi suficiente para a crítica:

“Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores?”

A pergunta não nasce da dúvida. Nasce da acusação.

A religião sempre se incomoda quando a graça ultrapassa seus limites.

Jesus então responde, não com defesa pessoal, mas com revelação do Reino:

“Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.”

Jesus não nega que ali havia pecadores. Ele afirma que ali havia doentes.

E um médico não evita o doente. Um médico se aproxima.


O CORAÇÃO DO REINO

Jesus aprofunda:

“Ide aprender o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício.”

Essa frase expõe uma fé que conhecia a Lei, mas não conhecia o coração de Deus.

Os fariseus sabiam o texto. Mateus agora estava conhecendo o Autor.

A graça escandaliza porque ela alcança quem não achamos digno. Mas dignidade nunca foi o critério. Necessidade sempre foi.


Aplicação

É possível estar perto de Jesus e ainda assim não entender o Reino.

Toda vez que julgamos quem Jesus acolhe, nos aproximamos mais dos fariseus do que dos discípulos.

O Reino não cresce pela exclusão. Cresce pela misericórdia.


Oração

Jesus, quebra em nós todo espírito religioso. Livra-nos de medir pessoas pela régua do merecimento. Ensina-nos a amar como Tu amas.

Amém.


Desafio do Dia

Reflita com sinceridade:

Com quem Jesus se sentaria hoje que talvez você evitaria?

Peça a Deus um coração parecido com o d’Ele.

Porque a misericórdia sempre precede a transformação.

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