Jesus e os Escolhidos
Publicado em 01/02/2026
Texto base: Mateus 9:11–13
Do lado de fora da casa, ninguém senta. Ninguém celebra. Ninguém se alegra.
Eles apenas observam.
Enquanto a mesa está cheia de gente improvável, os fariseus permanecem à margem, braços cruzados, corações fechados e olhos cheios de julgamento.
A casa está cheia de pecadores. E Jesus está no meio deles.
O texto diz que os fariseus viram. Eles não ouviram uma heresia. Não presenciaram um pecado explícito.
Eles viram Jesus comendo. Sentado. Compartilhando a mesa.
E isso foi suficiente para a crítica:
“Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores?”
A pergunta não nasce da dúvida. Nasce da acusação.
A religião sempre se incomoda quando a graça ultrapassa seus limites.
Jesus então responde, não com defesa pessoal, mas com revelação do Reino:
“Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.”
Jesus não nega que ali havia pecadores. Ele afirma que ali havia doentes.
E um médico não evita o doente. Um médico se aproxima.
Jesus aprofunda:
“Ide aprender o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício.”
Essa frase expõe uma fé que conhecia a Lei, mas não conhecia o coração de Deus.
Os fariseus sabiam o texto. Mateus agora estava conhecendo o Autor.
A graça escandaliza porque ela alcança quem não achamos digno. Mas dignidade nunca foi o critério. Necessidade sempre foi.
É possível estar perto de Jesus e ainda assim não entender o Reino.
Toda vez que julgamos quem Jesus acolhe, nos aproximamos mais dos fariseus do que dos discípulos.
O Reino não cresce pela exclusão. Cresce pela misericórdia.
Jesus, quebra em nós todo espírito religioso. Livra-nos de medir pessoas pela régua do merecimento. Ensina-nos a amar como Tu amas.
Amém.
Reflita com sinceridade:
Com quem Jesus se sentaria hoje que talvez você evitaria?
Peça a Deus um coração parecido com o d’Ele.
Porque a misericórdia sempre precede a transformação.