Perseverar é permanecer firme quando Deus parece demorar, quando as referências visíveis desaparecem e quando os sentidos pedem uma resposta imediata.
O povo de Israel havia visto milagres, recebido livramento e experimentado a presença de Deus. Ainda assim, quando Moisés demorou a descer do monte, a espera revelou uma fragilidade: eles conheciam os feitos de Deus, mas ainda não conheciam profundamente o seu caráter.
Diante do silêncio, construíram um bezerro de ouro.
O bezerro representava uma segurança visível, tátil e controlável. Era a tentativa de substituir a confiança por algo que pudesse ser visto, tocado e colocado à frente do povo.
Esse movimento continua acontecendo.
Quando não sabemos quem Deus é, também não sabemos quem somos para Ele. Surge então um vazio espiritual. E esse vazio nos empurra para aquilo que os olhos aprovam, as mãos controlam e os sentidos conseguem confirmar.
Assim nascem os ídolos.
Eles podem assumir a forma de pessoas, líderes, instituições, sistemas, dinheiro, reconhecimento, ministérios ou relacionamentos. Tudo aquilo que ocupa o lugar de segurança, identidade e direção que pertence a Deus pode tornar-se um bezerro de ouro.
Nesta semana, seremos confrontados por uma pergunta direta:
Qual é o bezerro de ouro que está diante de mim?
A perseverança começa quando paramos de fabricar substitutos e voltamos a conhecer o Deus verdadeiro.
Não precisamos saber quando Ele agirá.
Precisamos saber quem Ele é enquanto esperamos.
Quem conhece o caráter de Deus aprende a permanecer sem precisar construir uma segurança visível.