Título: Quando há morte na panela

Subtítulo: Voltando ao trigo puro de Jesus
Publicado em 25/11/2025

Texto base:

“Então disse: Trazei farinha. E a lançou na panela, e disse: Tirai de comer para o povo. E já não havia mal nenhum na panela.”
(2 Reis 4.41)


Na escola dos profetas, tinha fome.
Eliseu manda preparar um ensopado para os discípulos.
Um deles sai ao campo, vê umas ervas diferentes, um “negócio verdinho”, enche o avental e traz pra panela.

Ele não era mau.
Ele só era ingênuo.

Misturou o que não conhecia com o que era para alimentar o povo de Deus.
Quando começaram a comer, perceberam:

“Homem de Deus, há morte na panela!”

Hoje a panela mudou de forma, mas o problema é o mesmo.

  • Gente bem-intencionada pegando “ervas” no YouTube, Instagram, TikTok…

  • Doutrinas bonitas, mas sem cruz.

  • Opiniões fortes, mas sem Bíblia.

  • Traduções distorcidas, “achismos” travestidos de revelação.

Tudo isso vai pra panela: pregações, estudos, grupos de WhatsApp, conversas de corredor, discipulados.
E, sem perceber, a igreja começa a comer veneno misturado com verdade.

Nem todo mundo que trouxe o “veneno” fez por mal.
Muitos só não sabiam o que estavam carregando.
Mas o efeito é o mesmo: morte espiritual, confusão, frieza, divisão, orgulho, rebeldia.


O que Eliseu fez?

Ele não mandou jogar a panela fora.
Ele não mandou matar o irmão que trouxe as ervas.
Ele não mandou parar de servir para sempre.

Ele pediu farinha.
E lançou a farinha dentro do ensopado.

A farinha aponta para o trigo moído.
O trigo verdadeiro, sem mistura.

  • Jesus é o trigo puro.

  • Ele não é joio.

  • Ele é o pão da vida.

  • Dele se faz a farinha que cura, que limpa, que neutraliza o veneno.

Quando Jesus é colocado de verdade no centro da mensagem, da igreja, da doutrina, do discipulado, da adoração…
O veneno perde a força.

O problema não é só o que entrou na panela.
O problema é quando falta farinha de Cristo naquilo que estamos servindo.


E hoje, como está a sua panela?

Seja sincero diante de Deus:

  • O que você anda “colhendo no campo” da internet, das conversas, dos livros, das modas espirituais?

  • O que tem caído na panela da sua fé, da sua família, do seu ministério?

  • O que você anda servindo aos outros quando abre a boca?

Alguns sintomas de “morte na panela”:

  • Gente que sabe de tudo, mas já não ama ninguém.

  • Gente cheia de revelação, mas vazia de arrependimento.

  • Gente que discute doutrina, mas não obedece o básico.

  • Gente que quer poder, mas foge da cruz.

Quando a panela começa a matar, é hora de parar e gritar como os discípulos:

“Homem de Deus, há morte na panela!”

Em outras palavras:
“Senhor, tem coisa errada naquilo que estamos comendo e servindo. Ajuda-nos!”


O que fazer, então?

  1. Voltar para a Palavra simples e inteira.
    Não só versículos soltos que confirmam nossa opinião, mas todo o conselho de Deus.

  2. Recentralizar tudo em Jesus.
    Se uma doutrina, ensino, música ou “revelação” não exalta Cristo, não aponta para a cruz, não produz arrependimento e amor, desconfie.

  3. Discernir antes de trazer para a panela.
    Não é porque um pregador é famoso, emocionante ou “viral” que o que ele traz é trigo.

  4. Permitir que Deus corrija a panela da nossa casa e da nossa igreja.
    Às vezes teremos que admitir que misturamos “ervas estranhas” na forma de ideias, costumes e modismos espirituais.


Oração

“Senhor Jesus,
reconheço que, muitas vezes, tenho trazido coisas para a panela da minha vida, da minha casa e da Tua igreja sem discernimento.
Se há morte na panela, mostra-nos.
Lança a Tua farinha, Senhor.
Tu és o trigo puro, o pão da vida, o único antídoto contra o veneno das mentiras, enganos e distorções.
Purifica o que comemos e o que servimos.
Que a Tua igreja volte a Teu Evangelho simples, santo e verdadeiro.
Em Teu nome, Jesus. Amém.”


Desafio do dia

  • Peça ao Espírito Santo que te mostre uma “erva” que você tem levado para dentro da sua fé (um pensamento, uma influência, um conteúdo, um hábito espiritual distorcido).

  • Decida hoje mesmo tirar a força dessa erva, voltando para a Palavra e trazendo Jesus de volta ao centro.

  • Se você ensina, prega ou discipula, pergunte antes de falar:

    “Isso é trigo de Cristo ou é só erva bonita misturada?”

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