Jesus e os Escolhidos – Natanael
Publicado em 08/02/2026
Texto base: João 1:46–49
A pergunta de Natanael não foi educada.
Não foi teológica.
Não foi religiosa.
Foi honesta.
“Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”
Não era desprezo gratuito.
Era expectativa frustrada.
Natanael conhecia as Escrituras.
Sabia das promessas.
Esperava o Messias.
E Nazaré não combinava com o que ele aguardava.
A Bíblia não esconde a reação de Natanael.
Ela a registra.
Isso nos ensina algo essencial:
Jesus não rejeita perguntas sinceras.
Ele rejeita máscaras.
Natanael não finge fé.
Ele expõe sua dúvida.
E Jesus não o corrige de imediato.
Jesus o convida:
“Vem e vê.”
A fé verdadeira não nasce de argumentos perfeitos.
Nasce do encontro.
Quando Natanael se aproxima, Jesus faz uma declaração que desmonta qualquer resistência:
“Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.”
Jesus não começa confrontando a dúvida.
Começa afirmando o caráter.
Ele não chama Natanael de incrédulo.
Chama de íntegro.
Antes de corrigir ideias, Jesus revela identidades.
Intrigado, Natanael pergunta:
“De onde me conheces?”
A resposta de Jesus atravessa o coração:
“Antes que Filipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.”
Jesus revela que esteve presente no lugar onde Natanael era mais verdadeiro.
Não foi informação.
Foi revelação.
Natanael entende:
Este não é apenas um mestre.
É alguém que conhece o meu íntimo.
Deus não se assusta com suas perguntas.
Ele se importa com a sinceridade do seu coração.
A dúvida apresentada diante de Jesus se transforma em fé.
Mas a dúvida escondida se transforma em distância.
Jesus,
ensina-nos a sermos verdadeiros diante de Ti.
Sem máscaras.
Sem discursos prontos.
Que nossas perguntas nos levem ao encontro,
e não ao afastamento.
Amém.
Hoje, fale com Deus com honestidade.
Diga o que você pensa.
Diga o que você sente.
E ouça o convite de Jesus:
“Vem e vê.”