Tiago, o Menor - Fidelidade quando ninguém está olhando
Publicado em 15/02/2026
Texto base: Atos 1:13–14
Depois da cruz.
Depois do silêncio do sábado.
Depois da ressurreição.
Depois da ascensão.
Não há palco.
Não há multidão.
Não há milagres públicos.
Há uma sala.
Há espera.
Há oração.
E lá está ele.
Tiago, filho de Alfeu.
Sem discurso registrado.
Sem destaque.
Mas presente.
Atos 1 nos mostra os discípulos reunidos, perseverando em oração.
Entre os nomes citados, está Tiago.
Ele poderia ter se afastado.
Poderia ter se sentido irrelevante.
Poderia ter buscado outro caminho.
Mas permaneceu.
Permanecer quando há movimento é fácil.
Permanecer quando há silêncio exige maturidade.
O Reino de Deus não é sustentado apenas por quem aparece.
É sustentado por quem permanece.
A oração daquela sala foi o berço do Pentecostes.
E Tiago estava lá.
Talvez nunca tenha pregado para multidões.
Mas estava na base do mover que mudaria o mundo.
Tiago não precisava de microfone.
Precisava de presença.
Não precisava de evidência.
Precisava de comunhão.
Há uma fidelidade que cresce no anonimato.
Há uma força que nasce na perseverança.
Quem aprende a permanecer em oração
não depende de reconhecimento para continuar.
Quantas vezes nossa constância depende de aplauso?
Quantas vezes oramos com intensidade quando estamos sendo vistos,
mas esfriamos quando estamos sozinhos?
Tiago nos ensina que fidelidade não é emoção.
É decisão.
Senhor,
forma em nós um coração perseverante.
Que nossa fé não dependa de visibilidade,
mas de convicção.
Ensina-nos a permanecer,
mesmo quando ninguém está olhando.
Amém.
Hoje, escolha um tempo de oração em secreto.
Sem postar.
Sem comentar.
Sem anunciar.
Apenas permaneça.
Porque Deus vê o que é feito no silêncio.